Estará o meu blogue...

26 de Novembro de 2009

... sob escuta (ou será sob olhar)?!

Sua santidade, a Google, é a guardiã da imensa Blogger, que por sua vez é onde eu deposito tudo aquilo com que alimento o meu querido blogue (e acreditem que o gajo come que nem uma besta, quase mais vale alimentar um burro a pão de ló).

Há uns tempos para cá, sua santidade, a senhora dona Google, visitava-me regularmente... pelo menos uma visitinha diária, no mínimo, era certa.
Nestes últimos dois a três dias tem andado desaparecida, mas parece-me que se lembrou de mim e deixou-me um presente.

Ofereceu-me, nada mais nada menos, que um erro.
Mas não é um erro qualquer, é um erro com nome de código e tudo, o... bX-mcgjci
E com um nome tão futurista, tão Star War, o que faz (ou melhor, o que não me deixa fazer) este erro?
Pois, não me deixa editar os MEUS textos...

Começo a ficar... piurça!

Haverá, desse lado, uma alminha caridosa que me possa ajudar a eliminar o maldito bX-mcgjci?!
A gerência agradece antecipadamente...

Meninas, cuidado...

25 de Novembro de 2009

... muito cuidado!

Sempre que forem a uma daquelas casas de banho em que as paredes divisórias entre as várias cabines onde há sanitas não chegam ao tecto e as portas são de "calças arregaçadas", e antes de se porem à vontade para fazerem, seja lá o que foram fazer a essa cabine, olhem bem para o chão e certifiquem-se que não há nenhuma biqueira de sapato mesmo por baixo da porta.
Se virem as ditas biqueiras, olhem bem para cima... pode ser que vejam uns braços com um telemóvel a apontar para vocês!

Das duas umas... ou estão a ser fotografadas!
Ou então do outro lado há um tarado todo esticado, com a cabeça atirada para trás e a olhar para o monitor do telemóvel, a tentar descobrir a marca, a cor e o feitio da vossa... lingerie!

E de certeza que activou o... zoom!

Desconhecimento ou...

23 de Novembro de 2009

... desinteresse?!

Quantas vezes somos confrontados com situações em que particulares reclamam sobre determinado projecto, por acharem que colide com os seus interesses particulares?!
Quantas vezes, nós próprios, não reclamamos sobre estes mesmos assuntos, em amena cavaqueira com os amigos?!
Muitas vezes…

Mas, quantos de nós participam nas discussões públicas a que muitos destes projectos são obrigatoriamente submetidos antes de serem aprovados e iniciados?!
Muito poucos… conforme ilustrado por esta notícia.

Quais as razões da nossa fraca participação cívica?

Desconhecimento.
É sem dúvida nenhuma uma das causas da não participação. Não porque a discussão pública não seja publicitada, porque ela é publicada em Diário da República, nos jornais locais de maior tiragem onde se pretende construir a obra, e até nas rádios, mas os possíveis interessados não lêem de todo jornais e muito menos o Diário da República, e quando o fazem ficam-se pelas notícias do dia mais importantes.

Desinteresse.
Para mim, esta é a causa maior da nossa fraca participação cívica.
Não nos envolvemos na comunidade. Os projectos públicos, não nos interessam de todo. Pensamos sempre que não tem nada a ver connosco, que não nos vão afectar e que isso é para os outros.
Se não nos importamos com o que acontece na nossa rua, como poderemos preocupar-nos com o que se passa na nossa freguesia, no nosso concelho e no nosso País?!

A reclamar somos todos muito bons e eficientes, até chamamos a televisão para mostrarmos ao mundo o nosso desagrado e indignação.
Reclamamos pela instalação das linhas de alta tensão junto das nossas casas.
Reclamamos pela construção de um troço ferroviário.
Reclamamos pelo traçado de uma estrada.
Reclamamos pela instalação de um equipamento.
Mas nas altura em que podemos e devemos participar, não nos informamos, não nos pronunciamos, até desconhecemos, afinal… não é nada connosco!
Isso… é para os outros!

Frase para...

21 de Novembro de 2009

... o fim de semana!

A Confiança não se impõe e nem se dá... conquista-se!


 

Gravado na memória...

20 de Novembro de 2009

… como se fosse em pedra.

Ela a menina bem comportada, o exemplo que é dado para definir uma menina “como deve ser”.
Ele o menino rebelde, problemático, o exemplo que é dado para definir como um menino não deve ser.
Uma professora inteligente que decide juntá-los, para arrebitar um e acalmar o outro.

No início nenhum deles gosta, nem aceita a decisão.
Ambos reclamam.
Ela, porque ele não é boa rês. Ele porque ela é um “copo de leite”.
A professora foi inflexível, ela queria assim e eles tiveram que aceitar.

Com o tempo, a convivência é inevitável, trabalham em conjunto, conversam.
Aquelas conversas parvas de que só os adolescentes são capazes.

No ano seguinte, a mesma escola, a mesma turma, a mesma professora que não diz nada, quando eles se sentam lado a lado, na mesma carteira.
A professora apenas olha e sorri.

Um dia, ele diz-lhe, como se estivesse a falar consigo próprio e não para ela:
- Andamos aqui, chateamos os outros, os outros chateiam-nos, irritamo-nos uns aos outros, ficamos tristes e para quê?! Um dia atravessamos a rua, somos atropelados por um autocarro e…
Ao mesmo tempo que dizia isto tinha um lápis na mão que fazia avançar sobre a carteira. Quando disse “um autocarro e…”, deixou cair o lápis!
Ele não acabou a frase, não foi preciso, ela percebeu.
Tinham 12 anos.

Os anos passaram, seguiram vidas diferentes, nunca mais se encontraram.
Quando a vida não lhe corre de feição. Quando os aborrecimentos são mais do que as alegrias, ela pensa nele e naquela frase “vem um autocarro e…”.

Ela sou eu e hoje pensei nele…

(A Ouvir - The Smashing Pumpkings - Crestffalen)

Eu tenho um blogue...

18 de Novembro de 2009


O meu blogue já tem mais de um ano.
O meu blogue é público.
O meu blogue tem visitas.
O meu blogue tem comentadores.
Até aqui, tudo normal.

E o meu blogue tem regras. Regras impostas por mim, porque o blogue é meu.
Não falo aqui da minha vida pessoal, por opção.
Não faço aqui queixinhas, não respondo directamente a provocações, nem a indirectas e muito menos faço peixeiradas públicas.
Não sou assim, não é o meu feitio.
Leio os blogues que entendo que devo ler, comento os que acho que devo comentar, escolho os que linko e ainda a quem seguir.

Quem quiser ler lê, quem quiser comentar comenta.
Quando não acho um comentário adequado também me manifesto.
Se não gostar de um comentador, deixo de o ler e de o comentar... é tão simples como isso.

Quem não gostar, faça-me um favor... esqueça que eu existo que eu faço o mesmo.
Mas não provoquem, porque também sei provocar.
Não mandem indirectas, porque também as sei mandar, como aliás, mandei, mas só depois de as terem mandado a mim. Entrei numa "guerrilha" que não desejei, e nem provoquei e nem iniciei. Usei EXACTAMENTE as mesmas armas que foram usadas contra mim... nem mais, nem menos!

Não escrevi de ânimo leve, antes de achar que devo escrever, tenho que ter a certeza porque o faço e para isso, documento factos (sim, tenho os factos devidamente documentados), analiso-os, penso neles e só depois... ajo.

Hoje, vou quebrar algumas das regras, que eu própria impus, porque fui directamente acusada de copiar um post de outro blogger.
Hoje, vou usar o meu blogue... para deixar recados!
Faço-o aqui, porque quem me acusou não teve a coragem de o fazer no sítio devido, que seria este blogue e o post em questão, antes preferiu fazê-lo em blogues terceiros (típico... já não é a primeira e não será a última que determinadas pessoas procedem desta forma).

A net tem uma série de ferramentas à nossa disposição que nos permitem saber algumas coisas sobre o tráfego que circula pelo nosso blogue. 
Uso algumas.
Isto é que já é capaz de ser novidade para alguns.
Uma das coisas interessantes que essas ferramentas me dizem é quem são os meus visitantes, de onde vêm, por onde entram no meu blogue, para onde vão, quantas páginas visitam e qual o tempo médio de cada visita.
Outra ferramenta permite-me saber em que sites existem referências ao meu blogue.
Interessante, não?

Acontece que um destes dias descobri que tenho um visitante que já fez mais de 50 visitas a este blogue, em média vê 1,38 páginas por visita e cada visita demora cerca de 33 segundos.
Ou o meu visitante é um génio, ou convenhamos que 33 segundos é muito pouco tempo para ler 1,38 páginas.
Mas o que é ainda mais impressionante é que o meu visitante “mistério” consegue tirar conclusões fantásticas sobre aquilo que (supostamente) leu.

Vou dar um exemplo.
Segunda feira escrevi este post.
Escrevi-o porque logo pela manhã, e assim de rajada, cruzei-me com três pessoas a quem desejei “bom dia” e das quais não obtive qualquer respostas… até admito que não sejam assim tão mal educadas, mas que estivessem apenas a ser atacadas pelo síndrome da segunda feira… que dá uma má disposição do caraças!

Pois é, o meu visitante mistério, parece que leu o post e achou que ele era uma cópia de um post de um outro blogger.
Apressou-se a deixar no blogue em questão um comentário (através do qual deixou de ser um visitante mistério e passou a ter um nick… tchirodzi) onde diz, e passo a transcrever:
Andei por aí a visitar blogs e por isso quis voltar aqui de novo na esperança de ser portador do que considero uma boa notícia.
Nessa visita, qual não foi o meu espanto e que muito me apraz, ao deparar com um, dos que considero bons posts teus publicado por outra bloger.
Considero isto, ainda por cima atendendo à formção da pessoa em questão, um reconhecimento público no mundo dos blogs, da tua capacidade como bloguista e escritor. Passo a publicar aqui a cópia retirada desse blog, a titulo de homenagem (transcreve na íntegra o meu post “Dicas de Boa Educação”)… Parabéns…, tu mereces este reconhecimento! Parabéns também para quem o fez.”.
Quanto a este comentário o que me apraz dizer ao caro Sr. tchirodzi  é o seguinte:
- que sabe o senhor sobre a minha formação para se poder pronunciar sobre ela?! O que "ouviu" dizer?!
- não coloque palavras na minha boca que eu não disse.
O meu post NÃO é um reconhecimento, e muito MENOS público, seja lá a quem for. Se fosse uma homenagem a alguém EU PRÓPRIA o teria afirmado… não preciso, e nem uso porta vozes, muito menos não nomeados por mim.
- desde já agradeço os seus parabéns, mas como compreenderá, não os posso aceitar uma vez que os seus pressupostos que lhes servem de base, são COMPLETAMENTE diferentes da minha intenção ao escrever o dito texto. Além disso com tanta visita que o senhor já fez ao meu blogue, é quase da casa e poderia sempre entrar e deixar um comentário... talvez a dar-me os tais "parabéns"...

O blogger a quem este comentário foi dirigido, respondeu-lhe e bem, mais uma vez transcrevo:
Manel, este post a que te referes nao e o meu , nem de perto nem de longe. Podes ter visto varias semelhancas, que sao aceitaveis, pois se visitamos outros blogs, e facil sofrermos influencias de textos escritos por outros. Reconheco essa comparacao neste caso, mas copia nao se poderia nunca chamar, ate porque o meu e mais abrangente. Aconselha ao "bom dia, boa tarde e boa noite" :-)
Sempre atento tu, oh cota!
Abraço
Não poderia estar mais de acordo com a resposta que o blogger deu ao Sr. tchirodzi. De facto os textos são parecidos, há semelhanças… e agora acrescento eu, semelhanças de estilo (voltarei ao estilo mais tarde).

De seguida uma comentadora, no mesmo blogue, afirma:
Sejas bem aparecido Manel, e eu a pensar que era a unica cusca ca do sitio, afinal ha mais, ahahhaha, olha realmente este texto ta um cadito para o muito parecido com o do nosso amigo…, olha e sinal que o nosso amigo esta a ficar famoso, apesar de so ser "doutor" da vida, ja anda por ai gente a copia-lo, olha eu sou uma delas, mas nao digas nada... mas sou mais descarada ora roubo o texto todo ou nao vale a pena …”
A esta senhora só tenho uma coisa a dizer… a senhora é o típico exemplo de um comentador carneiro, (como aliás reconhece), não tem opinião própria, não se documenta, não se informa, apenas diz amén e concluiu factos sobre coisas que desconhece. Pensa que pensa, mas não pensa... ou melhor, pensa pela cabeça dos outros. Lastimo por si!

Mas a troca de comentários sobre o assunto, não terminou e o Sr. tchirodzi voltou a comentar, da seguinte forma:
Peço desculpa e endereço o mesmo ao blog em questão.
Quando digo que vi o teu comentário publicado noutro blog não quero dizer que publicado na integra mas que o sentido, esse sim e com grande parte das tuas palavras. Depois, o interesse em aprendermos com os outros está precisamente no que conseguimos desenvolver e melhorar. É claro que isso nem sempre se consegue...mas tentou-se!
A cópia a que me refiro é a que retirei do blog e não que essa publicação seja uma cópia textual.

Caro Sr. tchirodzi, depreendo pelas suas palavras que considera que usei o estilo de escrita de outro blogger. Está no seu direito em depreender tal coisa. No entanto e se o senhor fosse REALMENTE uma pessoa atenta, antes de afirmar tal impropério, poderia ter “cuscado” um bocadinho mais e durante mais tempo no meu blogue, como aliás outros, e que o senhor parece conhecer bastante bem, o fizeram e durante MUITO tempo… cerca de 250 visitas, com uma média de 3,8 páginas e um tempo de permanência de 9,5 minutos por visita,  e poderia então ter analisado vários textos meus e aí sim, compará-los com os textos de outros bloggers.
Se tivesse feito isso, teria verificado que o meu post “Dicas de Boa Educação…” em pouco difere do meu habitual estilo de escrita, que como é óbvio é produto de várias influências, umas na blogosfera, a maioria fora dela.
MAS é um facto… tenho um estilo próprio de escrever, do qual me orgulho e que identifico como MEU… e parece que há mais a bloggers a quem este estilo agrada!
Se tivesse lido post’s antigos meus, talvez tivesse lido, por exemplo isto ou isto. Provavelmente fazem-lhe lembra qualquer coisa que o senhor já leu num blogue perto de si … faça um favor a si próprio e atente às datas… interessante, não é?!
Pois é… e agora, quem se baseia no estilo de quem?! Fica a questão...

Outros exemplos de “adopção” de estilo lhe poderia dar, uns do meu próprio blogue, outros de outros blogues… há muitos, basta procurar.
E se o senhor quiser ir ainda mais longe, repare nos maneirismos de linguagem e em algumas expressões chave, depois compare-as, mas atente sempre a datas… vai ver que vai descobrir coisas muito interessantes.

Caro Sr. tchirodzi e cara Sra. Dreams, o conselho que lhes deixo, e com o risco de ser acusada de estar a “copiar”, é o seguinte:
Aprendam qualquer coisa com os outros, o interesse está no que conseguirem desenvolver e melhorar. Claro que podem não conseguir, mas podem sempre... tentar!

Bem hajam!




Nota: como compreenderão, a moderação de comentários foi activada, por razões óbvias.

Dicas de boa educação...

16 de Novembro de 2009

Lição nº1 - Bom Dia!

Para todos os mal educados que encontramos todos os dias e em todos os lados, fica aqui um conselho de borla, que eu hoje até estou altruísta.
Meninos e meninas, vá lá, façam um pequeno esforço, desçam do alto da vossa pseudo importância e desejem um "Bom Dia!" a quem interage convosco no dia-a-dia, seja lá quem for esse alguém... vão ver que o dia vos corre melhor e o da pessoa a quem desejaram um bom dia também.

Não custa nada desejar um bom dia, quando muito apenas a saliva e os músculos que são necessários para dizer duas simples palavras, se as conseguirem acompanhar com um sorriso, melhor ainda... se não for pedir muito!
Todos gostamos de ser tratados com educação, certo?! Então que tal começar por tratar os outros com a educação que pedimos para nós?! Não era um mau começo, pois não?!

Não vos peço que sejam os melhores amigos, ou compinchas uns dos outros, só vos peço que desejem bom dia uns aos outros. Não é preciso dar-lhes palmadinhas nas costas nem convidá-los para um cafezinho, basta dizer-lhe "Bom dia"...

Vá lá, e agora vamos treinar... repitam comigo, todos em coro:
BOM  DIA!

Não custou nada, pois não?! Também não perderam nada, pois não?! E não vos caiu nada ao chão, pois não?!
Então já sabem, amanhã comecem a treinar a prática... pode ser lá no vosso local de trabalho! É um bom sítio para começar!

Continuação de boa segunda feira para todos...

O Homem...

15 de Novembro de 2009

... que perdeu a ternura!

Perdeu-a algures, se é que a perdeu, porque pode nunca a ter tido e não se perde o que não se tem.

Caminha sozinho, sem companhia, pelos caminhos da vida, que vai explorando, saindo do principal para atalhos, em busca sempre de algo que nem ele próprio sabe o que é.
Caminha, com passos firmes, de quem sabe de onde veio e para onde vai. Mas, não sabe o que procura. E se sabe, foge, não se rende, não se entrega... protege-se atrás de uma redoma que foi construindo ao seu redor, que o esconde, mas ao mesmo tempo afasta o que o seu íntimo deseja... quem o entenda, quem caminhe lado a lado, sem pedir, sem exigir, apenas pelo prazer da companhia.
Encontra companheiros de viagem ocasionais, mas daqueles que não interessam, são apenas de circunstância e apenas duram um curto espaço de tempo. Mas, aprecia-os, não tem nada a perder e, afinal alguém lhe dispensou um pouco de atenção, alguém o bajulou, alguém o admirou... mesmo que apenas superficialmente, mesmo que sem saber o que ele realmente precisa, o que lhe faz falta, o que ele anseia, o que ele sente.

Usa as palavras como ninguém, envolve quem o escuta, convence aqueles a quem fala. Mas são palavras vãs, e ele sabe disso, porque há pequenos gestos, pequenas palavras escondidas, que o denunciam, que mostram a fragilidade daquela alma, mas apenas aos mais atentos, e esses são poucos... muito poucos.

Para a  maioria é o herói, o exemplo a seguir... mal eles sabem das carências, mal eles sabem que só é herói porque não tem coragem de acabar com as dúvidas e os anseios, e com a vida solitária que o consome.

Passa a imagem de forte, mas é fraco... chora como todos os outros, mas não é capaz de o admitir! Chora, sem saber porquê. Ou, provavelmente até sabe... mas nem pensa nisso. A viagem ao fundo de cada um de nós é dolorosa, espinhosa, e nem todos a conseguem fazer, com medo do que ela poderá revelar.

É amargo... para consigo próprio e para quem o rodeia, especialmente para aqueles que se aproximam, os que não desistem, os que acham que para além daquela armadura insensível há um Homem como os outros, um Homem que sente, apesar da couraça que vestiu, que o defende, mas ao mesmo tempo o afasta... tem medo, muito medo, de se entregar, de reclamar aquilo a que qualquer ser humano tem direito mas que tem um preço, um preço alto.
Para receber é preciso dar, dar sem reservas, dar sem esperar nada em troca. E quando o que se recebe é "nada"... isso dói. O Homem sem ternura tem medo dessa dor. Protege-se dela. Prefere não dar do que receber o "nada".

Quem perdeu, ou nunca teve, a ternura... não se entrega.
Quem não se entrega... não ama.
Quem não ama... não vive.

O Homem que perdeu a ternura, abraça causas, causas enormes e globais, porque não tem coragem de abraçar  a maior causa de todas... a sua própria causa.

Quem quer casar com...

13 de Novembro de 2009

... a cachorrinha?!

Eu sei que pouco percebo de animais de estimação, ou mesmo de animais em geral (salvo raras excepções, mas essas são de 2 patas e não de 4... adiante que isso são contas de outro rosário), mas esta semana descobri uma coisa que nunca imaginei ver e muito menos aqui na terrinha.
Então não é que existe por cá uma loja dedicada ao bem estar dos animais que para além de rações, brinquedos, tosquias e hotel, ainda fornece serviços de... Agência Matrimonial?!

Como funciona um serviço destes?
Não sei.
Mas algo me diz que o dono do animal (no exemplo vou usar um cão, mas poderá ser aplicado a qualquer tipo e género de animal de estimação) chega à loja e diz a quem o atende algo deste género:
- Olhe, o meu cão anda muito deprimido... tem uma vida social muito limitada, sai poucas vezes de casa e não conhece muitas cadelas, bem... conhece a cadela da vizinha, mas a dona nem o deixa chegar perto, coitado.
Ele anda muito cabisbaixo e triste, já quase não ladra, está é a precisar de companhia (é favor ler as entrelinhas e em vez de companhia subentenda-se... sexo). Como estamos no Natal, resolvi saber se não lhe arranjam aí uma cadela, para ver se o bicho arrebita.
 O diálogo continua com o dono a descrever as características físicas do cachorro (sim, que isto é muito importante quando toca a arranjar companhia), os gostos e preferências (não se vá dar o caso de a cadela que lhe arranjarem ser incompatível, e mais vale descobrir isso antes do "casamento"), o estrato social (neste item convém o cão ter um pedigree onde conste o nome dos pais, dos avós e dos bisavós, quanto mais sonante melhor, os d'Orleans e Borbon são os mais cobiçados), o grau académico (pois, parece que também há cães que frequentam escolas), a situação financeira (há cada vez mais cadelas a ligarem a este pormenor e o amor é sempre directamente proporcional  ao número dos zeros à direita que a conta bancária possa ter) e por fim lá diz quais são as reais (ou não) intenções do bicho (estas podem passar pela amizade, com perspectivas de casório, ou pelo encontro ocasional apenas para a queca da praxe).
Os dados lá são introduzidos no computador que, passados uns segundos a processar, fornece uma lista com as possíveis candidatas à mão, ou melhor à pata, do Boby (o nome verdadeiro foi ocultado por respeito à privacidade do canídeo).
O dono escolhe a cadela que melhor se adequa ao seu cão (isto sem consultar o coitado do animal que nestas coisas não é tido nem achado e tem que gramar com o que lhe calhar na rifa).
A agência entra em contacto com o dono da cadela, acertam-se pormenores e valores e por fim o dia e o local do blind date com a feliz (ou infeliz) selecionada.
Se o cão perceber da poda e o instinto não estiver com defeito, lá passam das ladradelas, às lambidelas e mordidelas, e destas aos actos,  sem ser preciso gastar dinheiro com jantares, copos, cinemas, escapadinhas, presentes (ou seja, é mesmo uma rapidinha, que cachorro que se preze não perde muito tempo com preliminares)... e quiça aquilo não resulta num casório canídeo para o resto da vida?!

Depois desta divagação, surgiram-me algumas questões.
Então onde ficam aqui salvaguardados os direitos dos animais?!
Se os nubentes não gostarem um do outro, como é?!
E se eles não quiserem casar, são obrigados?!
Há ainda os animais de estimação em que não é muito usual haver dois da mesma espécie e muito menos géneros opostos (sim, que há donos loucos, mas as pancadas são diferentes... se uns gostam de cobras, há os que preferem iguanas e ainda os que têm um porco ou um macaco como bicho de companhia). Nestes casos, são discriminados e não se aceitam as respectivas candidaturas?! Ou casam uma cobra com um papagaio e um macaco com uma iguana?! (Isto fez-me lembrar a anedota do que sai quando um elefante e uma coelha fazem sexo...).
A Agência é Matrimonial ou de Prostituição animal?! Sim, porque pelos vistos o serviço implica pagamento.
E isto de casamentos entre animais é permitido por lei?!

São demasiadas questões.
Tantas, que bem merecem um debate público alargado e quiça, a realização de (mais) um... referendo!

Verdade ou...

... consequência?!


Era um jogo de grupo que joguei algumas vezes, já lá vão uns anos.
Alguém fazia uma pergunta, tínhamos que responder com a verdade ou, se não quiséssemos responder, teríamos que sofrer a consequência dessa nossa escolha. A consequência era normalmente uma tarefa, menos agradável (ou não), escolhida pelos outros jogadores. E nós (jovens honrados que éramos) lá a cumpríamos, de bom ou mau grado, mas era desempenhada.

Os anos passaram e nunca mais o joguei. Hoje lembrei-me dele.

Não sei se ainda alguém o joga, mas de uma coisa tenho a certeza, com o passar do tempo o jogo deixou de ser jogo, mudou de regras e agora tem outro nome... MENTIRA SEM CONSEQUÊNCIA!

Parece que está na moda!...



(A Ouvir - Fiona Apple - Across The Universe)

Vendido...

12 de Novembro de 2009

... por esse valor, pode ficar com ele!

Foi o que hoje me apeteceu dizer ao senhor que me apresentou a conta da revisão do meu carro!

Porque suava...

11 de Novembro de 2009

... o Sr. Sousa?!

Hoje, enquanto almoçava, a televisão passava esta reportagem.

Reparem como o nosso PM suava. Porque seria?!

Provavelmente, porque tinha acabado de tomar a vacina contra a gripÁ e estava com medo que um dos possíveis efeitos secundários fosse este:




Isto de ser obrigado a dar o exemplo... é complicado!

National Blogospheric, apresenta...

10 de Novembro de 2009

... os comentadores (A)(n)!

Estou aqui, na Selva Blogosférica, que é habitada por algumas espécies, sendo as duas mais numerosas, os bloggers e os comentadores. O número de cada uma delas é indeterminado, já que ambas têm em comum a capacidade de se metamorfosearem, transformando-se ora numa ora noutra espécie (qual Maya do espaço 1999).
Cada espécie é composta por várias subespécies.
A National Blogospheric, tem vindo a estudar cada uma delas e hoje, vou-vos apresentar a subespécie mais numerosa deste habitat... os comentadores (A)(n), de seu nome científico, vulgarmente conhecidos por comentadores carneiros.

Quem são os comentadores carneiro?
São facilmente identificáveis pelas características que apresentam.
aqui falei deles, mas nunca é demais repetir.
Comentam só para dizer ámen (daí o seu nome científico) com o blogger, que decidiram “endeusar”. São os eternos bajuladores. São extremamente previsíveis, basta ver o nome deles nas caixas de comentários e nem é preciso ler o que escreveram, já sabemos à partida que vai ser mais um chorrilho de “Concordo com tudo o que escreveste”, "Tu é que és bom”, “Gosto muito de ti.”, “Quando for grande quero ser como tu”.
A imagem que melhor os caracteriza é a daqueles cães que antigamente alguns carros tinham no banco traseiro, a única função do biblot era abanar com a cabeça para cima e para baixo, cada vez que o carro estava em andamento.

Onde se encontram os comentadores carneiro?
Sendo a subespécie mais populosa, podemos encontrá-los um pouco por todo o lado.
Tem no entanto a particularidade de agirem em bando, e cada vez que um deles ocupa um blogue, logo muitos outros iguais a eles se lhe juntam.
Conforme o género, masculino ou feminino, os comentadores carneiro, têm tendência para habitarem em blogues cujo blogger seja do sexo oposto.
Há no entanto algumas excepções.
Durante este ano de estudos, verifiquei que o género feminino também é bastante populoso em blogues do mesmo sexo, mas apenas naqueles que têm bastantes seguidores, ainda mais visitas e que abordam temas actuais como moda (trapos, malas, sapatos, cintos e acessórios, tudo de marcas sonantes), relações amorosas, viagens (reais ou imaginárias) e glamour.
Os comentadores carneiro do sexo masculino também tendem a ocupar blogues do mesmo sexo desde que estes abordem temas como desporto (subentenda-se... o clube de futebol de que são adeptos), fotografia (especialmente de senhoras bem apessoadas e calorentas que usem o mínimo de roupa ou de preferência nenhuma), espectáculos e gadgets.

Que comportamento têm os comentadores carneiro?
São calmos e pacíficos, especialmente quando isolados, podendo no entanto ter um comportamento agressivo e beligerante.
Esta agressividade vem ao de cima, cada vez que o blogue onde habitam é atacado por uma outra subespécie de comentadores, os anónimos. Normalmente o carneiro toma como suas as ofensas que o anónimo fez ao dono do blogue e parte em sua defesa (qual cavaleiro andante em defesa da honra da sua virgem ofendida). A luta de palavras entre os dois tipos de comentadores começa a descer de nível, e a peixeirada a instalar-se. Nestas alturas agem em rebanho... unem-se os carneiros na tentativa de expulsar o anónimo.
Mas cada carneiro gosta de ser o Único, e cada vez que sente o seu espaço a ser invadido por outros (A)(n), tende a hostilizá-lo, inicialmente de uma forma subtil que, com o decorrer do tempo, se tranforma em ostensiva. Entram então num duelo de palavras, que começa quando um deles se sente atingido por algum "Ámen" balido por outro carneiro, ou seja “enfiou a carapuça” e toca de atacar. Está instalado um espectáculo, lindo de se assistir (para quem está de fora do duelo, claro), do género "descer de nível, mas subir de interesse. Há que demarcar território e mostrar quem é que manda ali... há sempre um “carneiro-mor”.

Quais as causas do comportamento que caracteriza os comentadores carneiro?
Uma coisa está provada, todas as causas têm a sua origem no foro psicológico do carneiro.
Alguns comentadores (A)(n), encaram a Selva Blogosférica como um enorme local de engate, onde a escolha é muita e variada. Escolhem o alvo, quase sempre um blogger do género oposto, e... atacam. Tentam agradar, e a técnica para isso passa pelo concordar e elogiar constantes com algumas indirectas ao que realmente pretendem pelo meio. Um tédio!...
Outros comentadores carneiro, sendo possuidores de vidas monótonas ou mesmo sem vida, além da virtual, admiram o quotidiano que determinado blogger descreve como sendo o seu (real ou inventado) e, na tentativa de fazerem parte daquela vidinha que almejam para si, usam a mesma técnica dos anteriores, concordam e elogiam. Uma tristeza!...
Há ainda os comentadores carneiro que acham que têm determinada personalidade, quando afinal têm exactamente a oposta, e habitam os blogues onde o tipo de pessoa que pensam, ou queriam, ser é apreciada e respeitada. Concordam, elogiam e criticam os outros, os que não são como eles se vêem. Travam enormes batalhas, contra aquilo que, no fundo (consciente ou inconscientemente) eles próprios são. Um perigo!...
Muitas mais causas haverá para estes comportamentos desviantes, que são a maioria. Mas no fundo tudo se resume a isto:

Os comentadores (A)(n) são pessoas com baixos (ou inexistentes) níveis de auto estima, que procuram na Selva Blogosférica quem lhes dê a atenção de que se acham merecedores e credores (já que o Mundo é injusto e não lhes reconhece o mérito), procuram quem lhes massaje o Ego, e para isso colam-se a  um blogue simpático e educado, onde começam a concordar, passam a elogiar,  apenas com o intuito de receberem de volta e de preferência com juros, o anuimento e os elogios que distribuem.

Comentadores (A)(n)... temos pena!...

E assim me despeço até ao próximo programa "National Blogospheric, apresenta..."
Bem hajam!

Caiu há 20 anos...

9 de Novembro de 2009

... o Muro de Berlim!

Sobre a queda do Muro, já muito se falou. E hoje, porque se comemoram, as duas décadas sobre tal acontecimento, raros são os media que não o lembraram.

Também eu estou aqui a lembrar a efeméride, mas apenas porque tenho uma dúvida com precisamente vinte anos e que hoje resolvi partilhar.

Eu sei que o Muro era extenso, mas se contabilizarmos todos os pedaços e pedacinhos que as pessoas possuem e juram a pés juntos serem provenientes do verdadeiro Muro, então algo me diz, que este teria que ter o dobro ou o triplo do comprimento e altura...

Surge então a dúvida:
Quantas pessoas não terão ganho uns valentes cobres extra a venderem como verdadeiros pedaços do Muro, apenas bocados de betão provenientes de uma qualquer demolição de obras que sofreu uma operação de pintura com cores berrantes que foram de seguida desbotadas?!...


(A Ouvir - The Wall Live in Berlin)

Paga...

7 de Novembro de 2009

... e não bufes!

É o que os senhores dos bancos querem que nós façamos com essa coisa de imporem mais uma taxa... sobre a utilização do multibanco.
Entrou em vigor a taxa que os comerciantes nos podem cobrar sobre os pagamentos com cartão, e voltou a falar-se sobre a aplicação de uma taxa de cada vez que utilizamos a máquina de multibanco.
Eu sou contra estas duas taxas.
E não me venham com o argumento de que é um serviço que o banco nos presta e coisa e tal, e que as máquinas são caras e que a manutenção delas também o é, e como tal se utilizamos temos mesmo é que pagar... desculpas!

Vamos então começar a esmiuçar a coisa!
Quais as operações que fazemos mais vezes numa máquina multibanco?!
A principal é sem dúvida nenhuma, levantar dinheiro.
Levantar dinheiro é um serviço que o banco nos presta?! Sem dúvida nenhuma que é. Mas temos que pagar por ele?! Não me parece! Sempre que utilizamos a máquina para esta operação evitamos ao banco a contratação de mais empregados, de mais papel, de mais filas dentro das suas instalações. O banco tem menos gastos, menos chatices e menos reclamações de clientes impacientes, logo lucra, logo... o multibanco é vantajoso para o banco e acaba por lhe prestar, também ele, um serviço.
Outra operação corrente nestas máquinas é o pagamento de facturas e carregamento de telemóveis.
Efectuar pagamentos é um serviço?! Claro que é! Mas as entidades que recorrem a este tipo de serviço, não pagam já elas ao banco para que as suas máquinas o façam?! Parece-me que sim. Logo o banco, no fundo estaria a receber DUAS vezes pelo mesmo serviço. Não sei porquê, mas isto soa-me a uma coisa a que chamo... roubo!

Claro que as caixas multibanco nos facilitam a vida a nós consumidores, isso é um facto. Mas não facilitam também, e muito, a vida aos bancos?! Sim, parece-me que sim. Diria que há aqui uma simbiose... ambas as partes lucram com a utilização das ditas.

Quando depositamos o nosso dinheiro num banco o que recebemos em troca?!
Juros, cada vez menores, e um empréstimo para comprar a casa (para os que o conseguem...).
O que pagamos?!
Manutenção de conta (seja lá o que isso for). Anuidade de cartão. Cheques. Cada papel que o banco emite. Juros pelo nosso empréstimo que davam para comprar três casas iguais caso tivéssemos logo o dinheiro disponível.
Se fizermos bem as contas, muitos dos clientes de um banco (aqueles que não são ricos e dependem apenas do seu salário para viver), pagam mais do que aquilo que recebem... logo têm PREJUÍZO de cada vez que o seu dinheiro é depositado naquelas instituições. Quem lucra?! Apenas o banco!

Parece-me que os senhores dos bancos se estão a esquecer de uma coisa muito importante. A matéria prima de que eles dependem para trabalharem e nos prestarem (de uma forma tão altruísta, como não se cansam de apregoar) os tais serviços e pelos quais eles acham que devemos pagar e não bufar é apenas uma... o NOSSO dinheiro!

Que seria dos bancos se de repente TODOS decidíssemos prescindir dos seus tão excelentes serviços?!... Dá que pensar, não dá?!

E para finalizar, fica aqui uma música que me apetece começar a cantar (ainda por cima eu canto mesmo muito, mas mesmo muito, mal... o que seria ainda melhor para ajudar ao protesto) alto e em bom som, cada vez que um comerciante me disser que tenho que pagar a taxa ou cada vez que um bancário me disser que é justo eu pagar pela utilização de um multibanco:


E quando de repente...

... não temos resposta para dar!

Ontem, assim como que a modos casual, no meio de uma reunião, o big boss, afirma que há X vacinas da gripe A disponíveis e pergunta por quem deverão elas ser distribuídas.
E eu é que sei?!
Apenas lhe respondi, com um lacónico, nada bem educado e nem politicamente correcto:
- Passo!...

Quem sou eu para decidir quem deverá ou não tomá-la?!
Se nem os médicos entram em acordo sobre esta matéria, como querem que eu decida quem é vacinado ou não?!...

Vírus?! Não são de todo a minha especialidade...

Vá lá meninos...

6 de Novembro de 2009

... leiam as instruções!

Eu digo muitas vezes que as lojas também têm sexo... há as lojas para gajas e as lojas para gajos!
As meninas perdem-se em lojas de sapatos, malas, roupas, bijouteria.
Os meninos esquecem o tempo em lojas de desporto e aparelhos electrónicos.

Por isso fiquei muito espantada quando um estudo revelou que quando é necessário resolver problemas tecnológicos, os homens são bem mais azelhas que as mulheres, mas por uma questão de preguiça... não consultam os manuais de instruções do brinquedo novo!
E depois fazem umas figuras assim um bocadinho tristes, como por exemplo, pedir ajuda para resolver um problema em que bastava ligar ou desligar o aparelho e o assunto ficava resolvido.

Vamos então à confissão... qual de vocês lê o livrinho de instruções do aparelho novo?!

O dia...

5 de Novembro de 2009

... não estica!
Só tem 24 horas!

Já pedi mais duas dúzias.
Já implorei mais uma dúzia.
Já ameacei fazer greve.

Mas a entidade patronal que gere o dia é mais forreta que o Tio Patinhas, não me dá nem mais um minuto extra e nem quer ouvir falar em horas extraordinárias... alega contenção de custos, ai e tal que eu nem imagino os triliões de euros que é preciso para pôr a Terra a girar mais devagar e que por isso eu que me desenrasque com as 24 horitas que tenho ao meu dispor e nem mais um segundo sequer. Se quiser um dia maior eu que emigre para outro planeta mais preguiçoso e pesado que se arraste mais lentamente. Aqui na Terra as regras são estas... é pegar ou largar!

Como "Maria que doba, não fia", alguma coisa teria que sofrer com esta falta de tempo. E, está bom de ver que o primeiro a sofrer está a ser mesmo o elo mais fraco... o blogue, claro!
Espero que seja temporário!...

Rio...

2 de Novembro de 2009

... contra a corrente!

Num País onde a corrupção está instalada, é prática corrente e há quem conviva bem com ela, é de aplaudir a actuação do Dr. Rui Rio que num caso de suspeita de corrupção por parte de um engenheiro a desempenhar funções de dirigente na Câmara, denunciou o caso à Polícia Judiciária, que em três semanas conseguiu deter o prevaricador ao apanhá-lo em flagrante.

Se houvesse mais pessoas a terem este tipo de atitude o País só teria a lucrar.
A corrupção por certo que diminuiria, já que os intervenientes deste tipo de práticas, não se sentiriam tão impunes como até aqui se têm sentido e pensariam melhor antes de exigir ou aceitar "favores" para exercerem funções pelas quais são pagos pelo Estado e deveriam exercer com isenção.
A Polícia Judiciária não necessitaria de 2 anos para investigar este tipo de crimes, como demorou na operação "Face Oculta", onde estiveram envolvidos agentes e meios todos pagos pelo erário público, que poderiam ser alocados a outro tipo de investigação, nomeadamente os que envolvem crimes contra a integridade das pessoas.
Os concursos públicos custariam muito menos ao Estado, porque não tenhamos ilusões, quem os paga tem que pagar o custo real do mesmo acrescido do valor gasto em "luvas".

Quem a paga a corrupção?!... Todos nós, os que trabalhamos e pagamos impostos!
Quanto custará a corrupção ao Estado todos os anos?!... Não faço ideia, mas de certeza que é um valor bastante elevado.
Proponho um exercício simples, tomando como base os mais de 7% do valor do concurso que o engenheiro corrupto exigiu. Apliquemos uma percentagem, que até pode ser bem menor que a deste caso, ao valor dos concursos públicos adjudicados num ano (que não sei quanto será, apenas que é muito alto)... Assustaram-se?! Pois, também eu...

O Presidente da Câmara do Porto, não fez nada mais que o seu dever, mas num País em que quase todos os dias há políticos e ex-políticos a serem constituídos arguidos em processos de corrupção, tráfico de influências e branqueamento de capitais, é sempre com agrado que leio este tipo de notícias.

Houvesse mais Rios a rumar contra a corrente... e Portugal seria um local bem melhor para viver!


(A Ouvir - Placebo - Devil In The Details)

Rituais que se cumprem...

1 de Novembro de 2009

Mais uma vez, e como infelizmente já vem sendo hábito nos últimos anos, hoje dia 1 de Novembro rumei ao cemitério de Monte de Arcos, em Braga.

Pessoalmente, os cemitérios são espaços que não me dizem nada, ou melhor, dizer até dizem, mas sempre com com a carga negativa a eles associada.
Neste dia, vou lá, porque é lá que jazem os meus avós paternos, e eu ir ao cemitério, pelo menos nesta data, é muito importante para o meu pai. Se não fosse por ele, sinceramente não ia.
Eu não preciso de lá ir para me lembrar dos meus avós, especialmente da minha avó.

Todos os dias recordo aquela mulher que foi (e continua a ser) um dos pilares da minha vida.
Prefiro lembrar-me das pessoas de quem gostei, mas já cá não estão, enquanto vivas, enquanto fizeram parte activa da minha vida. Gosto de me lembrar delas a rir, a abraçarem-me, a confortarem-me.
E nos cemitérios, apenas me recordo de que já cá não estão, de que me fazem falta e das saudades imensas que tenho delas.

Não gosto de cemitérios... prefiro as memórias vividas!

Noite das bruxas...

31 de Outubro de 2009

... vou andar por aí de vassoura e a fazer feitiços!!!!

CUIDADO! MUITO CUIDADO!
Não se atravessem no meu caminho ou ainda vos transformo num sapo, ou quiça... num porco!!

Até amanhã... quando voltar à minha forma original!

MUAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!!!

Com sorte por estar viva...

30 de Outubro de 2009

... ou com imensos traumas de infância?!

Hoje, está cientificamente provado que quem teve uma infância, adolescência e inicio de vida adulta como as que eu tive, lutou contra todas as expectativas e probabilidades de morrer, e... sobreviveu!
Quem, como eu, ainda por cá anda a meter nojo, a contestar e a reclamar, apesar de tantas adversidades, então só pode ser uma coisa... traumatizado de infância!

Subi árvores e escalei muros.
Brinquei com terra e com a água de charcos depois de uma chuvada.
Apanhei chuva e sol e vento. Chegava encharcada até aos ossos a casa. No Verão ficava morena num instante e estava quase mulata antes de voltar novamente à escola.
Tinha brinquedos feitos em chapa e madeira, pintados com tintas e vernizes que hoje sei que são tóxicos e eu me fartei de levar à boca.
Os (poucos) parques infantis onde saltei, pulei, brinquei, escorreguei, não tinham chão em tartan para amortecer as quedas e nem os cavalinhos, baloiços e escorregas eram normalizados.
Sobrevivi...

E os traumas que eu sofri sem saber?!
As idas e vindas da escola sozinha, ainda criança.
Os castigos humilhantes e por conseguinte traumatizantes que a professora primária me dava sempre que não aprendia que o respeito por ela e pelos outros faziam parte da educação assim como a leitura, a escrita, a gramática ou a matemática.
O chegar a casa e rezar para que a professora não tivesse feito queixa aos meus pais e nem poder queixar-me de semelhantes maus-tratos, pois já sabia o que se seguiria... mais castigos que se tivesse sorte não eram acompanhados de um puxão de orelhas ou uma sapatada no rabo!
O não ter presentes quando o meu irmão nasceu, nem na Páscoa, nem no Dia da Criança, nem sempre que saia com os meus pais... só quando fazia anos e no Natal!
O ter que me ir matricular, comprar o material escolar, sozinha desde os meus 9 anos... completamente abandonada à minha sorte. Se fosse hoje, era retirada aos meus pais e entregue a quem cuidasse de mim a troco de uns euros.
O não ter o acompanhamento de psicólogos quando na escola houve um surto de hepatite A e estive de molho, na cama de papo para o ar durante um mês, nem quando entrei na Universidade e fui humilhantemente praxada pelos mais velhos... com toda a certeza que essas cicatrizes ainda por cá andam a moer-me!
E as vezes em que fui contrariada e os NÃOS que ouvi?! Um verdadeiro trauma...

Mas sabem que mais?! Felizes dos adultos que tiveram infâncias e adolescências como a minha.
À luz do que a ciência hoje nos diz, então somos verdadeiros casos de estudo, porque podemos ter sido altamente traumatizados, mas éramos crianças felizes!... E sem stress!



A ignorância é a mãe...

29 de Outubro de 2009

... do atrevimento!

Isto a propósito da ignorância da D. Maitê relativamente ao famoso número 3 ao contrário, que segundo ela se devia ao facto de um português ser assim a modos que um bocadinho burro e nem sequer ser capaz de colocar um número de uma porta direito.

A Manuela Sá Carneiro, do blogue Viajantes Solidários, enviou-me um e-mail com a explicação do porquê de tão insólito (e ignorante acto, segundo a D. Maitê), e que passo a transcrever:

"Sintra, foi terra de Templários, Maçonaria, Priorados e Orgias. Ao que parece o número da porta colocado ao contrário era um sinla para as pessoas de fora identificarem o local de culto.

Já que o vídeo teve tanta visibilidade, seria bom lembrar que aquela porta pertence ao antigo Hotel Victor, frequentado por Eças,Camilos, Ramalhos e outros grandes intelectuais do Séc.XIX e que como é sabido, surge inclusivamente, retratado nos Maias.

É também de recordar que quem o mandou construir foi o Victor Sasseti, dono do Hotel Bragança, em Lisboa, maçon e grande amigo de António Carvalho Monteiro e do Luigi Manini, que lhe fez o projecto do Cottage Sasseti, na encosta dos Mouros, agora propriedade da Câmara. Claro que o Sasseti pôs o número ao contrário de propósito!

Nesta «vilazinha» tudo tem certo espírito secreto. Pena a senhorita não arranjar ninguém que lhe explique a simbologia do três...

O três invertido, tal como o triângulo invertido, representa o princípio masculino.
O número três, como o cinco ou o sete, tem importantes conotações maçónicas (por exemplo, os três símbolos da Maçonaria são o Esquadro, Nível e o Fio de Prumo).
Três são também as Graças, como se pode ver no painel da Regaleira. Já para não falar da triplicidade do tempo (passado, presente e o futuro) e de outras coisas que davam pano para mangas.".

Desconhecia esta explicação, mas parece-me perfeitamente credível, pelo que resolvi transcrevê-la em forma de post.

Cada vez dou mais razão ao meu santo pai que sempre me disse:
"Filha, quem não sabe, tem bom remédio... pergunta!"

Afinal, parece que o atrevimento da senhora é proporcional à sua... ignorância!

E andei eu enganada...

28 de Outubro de 2009


... durante estes anos todos!

Sempre que nos querem dizer que há coisas que basta aprender uma vez a fazê-las que é para o resto da vida e nunca mais teremos que perder tempo a reaprendê-las, é comum afirmarem "Isso é como andar de bicicleta... nunca mais esquece".
Quem é que nunca ouviu está frase?!
De certeza que ninguém... todos já a ouvimos e mais do que uma vez.

Pois bem, esta é uma daquelas frases feitas que é a mais pura das mentiras.
Como é que eu sei?!
Muito fácil... por experiência própria.

Não andava de bicicleta há muito, muito tempo. O ano passado recebi uma de presente... linda em tons de azul!
E lá fui eu experimentar o meu novo brinquedo, convencida que como nunca se desaprende de andar de bicicleta, aquilo seria sempre a abrir e a pedalar velozmente ao mesmo tempo que conseguiria levantar o rabo do assento e abaná-lo para um lado enquanto tombava a bicicleta para o outro, apenas prescindiria dos cavalinhos que fazia em miúda... puro engano!

Uma vez em cima dela, e começando a pedalar cheia de vontade e convicção, a velha frase caiu por terra... ao mesmo tempo que eu!


(A Ouvir - James - Sit Down)

Habemus...

26 de Outubro de 2009

... Governo!

Depois de quase um mês se ter passado após as eleições legislativas, eis que hoje tomou posse o XVIII Governo Constitucional (isto vai em numeração romana já que fica sempre bem e sempre dá um ar institucional à coisa).
A comandar as hostes aparece o já incontornável Sr. Sousa, que todo sorridente, lá tomou posse.
Demorou um certo tempo a escolher o restante elenco, composto por mais 16 almas que irão conduzir os respectivos ministérios para os quais foram convidados. Pelo tempo que demorou a ser anunciada a equipa completa, não sei porquê, mas algo me diz que alguns dos ministros serão de terceira escolha, e isto se não forem... refugo! A ver vamos, para já merecem o benefício da dúvida!

Como anda para aí toda a gente no esmiuçando de tudo e de todos, e como eu não sou diferente de ninguém também vou esmiuçar o novo elenco governativo.

Começando pelo género.
Temos 5 mulheres para 12 homens.
Ou seja, a cada ministra cabe-lhe em sorte, um bocadinho mais que dois homens. Se contarmos com o que cada uma deve ter em casa, então cada uma delas terá três homens e pico... não é justo! Há por aí muita mulher a desejar e pedir aos santinhos todos (que vem lá na lista de santos e  candidatos a santos) nem que seja uma amostra de homem, e estas, só porque são ministras, têm logo direito a 3 e tal... mais um sector em crise, está visto!
Além disso, não acho nada bem, porque não é representativo do País, onde há quem diga que há 7,5 mulheres por cada homem (e tenho um amigo que diz que gostava de conhecer o filho da put@ que tem 15, já que a ele não lhe tocou nenhuma).

Passemos à dança das cadeiras, que é como quem diz... dos ministérios.
Há sete ministros que não mudam de gabinete... o núcleo duro! A guarda de honra!
Afinal o PM tem que confiar em alguém, não?!
Dois ministros mudam de lugar. Um deles o malhador de serviço. Queria malhar em quem se metia com o PS e parece que agora quer malhar na Defesa... coitadinha dela! Já está tão mal e se ainda lhe malham mais, começo a achar que é vítima de violência ministerial!
Há um promovido, Jorge Lacão... deixa de ser secretário de estado e passa a ser ministro! Ocupou o lugar do malhador de serviço! Será que lhe quer seguir os passos?!

E por fim vou esmiuçar os novos ministros. São sete novas caras.

Na Justiça temos um senhor que pelo menos conhece bem os calabouços da PIDE... já foi visita assídua!
Como parece que há quem queira fazer a PIDE ressuscitar (já faltou mais), então diria que a pasta está... bem entregue!

A pasta da Agricultura fica para o benjamim do Governo, um alentejano de 44 anos, que foi coordenado por um dos homens fortes do PM... isto deve querer dizer alguma coisa não?!

Para as Obras Públicas, o Sr. Sousa escolheu um estreante que parece que é barra em economia... pode ser que assim o TGV e o NAL não derrapem. O problema é que o novo ministro pode perceber de economia, mas parece-me que não percebe de obras, pensando melhor isso não é problema, há quem perceba... o Sr. Sousa!

A Ministra da Cultura é pianista... vamos lá ver que música é que nos vai dar!

Outra estreante é a nova Ministra do Ambiente, que não poderia ter um nome mais apropriado... Dulce PÁSSARO!  Ainda é cedo é para dizer que tipo de ave é...

O Ministério do Trabalho vai ser o cabo dos trabalhos (a redundância é propositada). Então escolhem-me uma sindicalista dos sete costados para chefiar este gabinete?! Parece que já estou a ver os problemas psicológicos de que a senhora vai sofrer... dupla personalidade! Não prevejo nada de bom!

E por fim, para a tão odiada pasta de Ministra da Educação, o Sr. Sousa escolheu a famosa escritora de livros juvenis, Isabel Alçada... parece-me que esta ministra vai aproveitar o cargo para fazer uma pesquisa intensiva para o seu próximo livro:

UMA AVENTURA... NO GOVERNO!...

Estavam à espera de quê?!...

25 de Outubro de 2009


Não vejo onde está o espanto.
Se os profissionais de saúde são os primeiros a recusarem ser vacinados, se estas notícias chegam num instante à população geral, é perfeitamente normal que também o leigo em questões de saúde coloque em causa a dita vacina e pense duas vezes antes de a tomar.

Quando o nicho da população que deveria estar mais bem informado sobre este assunto, levanta reservas e prefere correr o risco da infecção ao da vacinação, é normal que a desconfiança sobre os benefícios de tal vacina se instale.

Por este andar o número de doses que foram adquiridas e que supostamente não chegariam para toda a população, aindam vão é... sobrar!

You can leave your hat on...

23 de Outubro de 2009

... é muito mais sexy que deixar os sapatos!

A frase que dá título ao post remete-me sempre para a cena do filme "A Insustentável Leveza do Ser", em que a protagonista faz um strip ao som desta música ficando apenas com um chapéu na cabeça.
Gostei.
A rapariga tinha jeito para a coisa.

E isto tudo vem a propósito de quê?!
Bem, de nada... é que de repente, enquanto fazia uma viagem de carro, lembrei-me de que naqueles filmes, assim a meio que... e a modos que... coboiadas rasteiras,  a protagonista tira tudo (não que seja muito, que a roupa que ela usa é sempre pouca) menos uma coisa... os sapatos!
Os sapatos que aparecem nesses filmes (e não só) são sempre umas coisas enormes, com uma plataformas e saltos gigantescos que me fazem  lembrar barcos... só lhes faltam os remos!
Não é elegante... antes pelo contrário, é um atentado ao bom gosto da arte de calçar!

Posso então concluir que a diferença entre um filme porno e um erótico está no adereço que fica... uns sapatos de gosto duvidoso ou um chapéu (nem que seja de coco)!

Voto no chapéu... é muito mais sexy!

Há dias assim...

22 de Outubro de 2009




(imagem retirada do Google)


FELIZES!...


Um ano a blogar...

21 de Outubro de 2009

Começou assim no dia 21 de Outubro de 2008.
Tinha como objectivo ser um espaço onde reaprenderia a escrever, onde registaria episódios mais ou menos engraçados que me vão acontecendo, onde deixaria a minha opinião sobre vários assuntos.

Foi com alegria que li o primeiro comentário que aqui foi escrito... muito obrigada Afectado, pelo primeiro comentário e por todos os outros quase diários!
Afinal havia alguém que lia e até opinava sobre o que eu escrevia.

Os textos foram surgindo, uns melhores, outros piores, alguns sem interesse absolutamente nenhum... os tais "post para encher chouriço".
As visitas foram aumentando, o número de comentadores também.
Uns foram ocasionais, outros mais regulares e alguns quase diários. A estes acabei por me afeiçoar e sentir-lhes a falta quando não comentam... muito obrigada Cirrus, AnaGG, Dylan, Treze, Forteifeio, LBJ e Rosebud!
A todos os outros, especialmente aos que fazem parte da minha lista ali na coluna direita, obrigada por me lerem e comentarem.
Houve alturas em que a caixa de comentários ganhou vida própria, os comentadores interagiram uns com os outros, umas vezes em discussões mais sérias, outras vezes na brincadeira e algumas vezes o teor dos comentários... desceu de nível, mas subiu de interesse!

Também sou leitora de muitos blogues, e comentadora de alguns.
A ler e a comentar os outros, já experimentei várias emoções.
Já gargalhei, já sorri, mas também já chorei...
Já li blogues e textos que me cativaram do início ao fim, outros que me foram completamente indiferentes.
Já admirei e apoiei algumas opiniões que por aqui li, já me indignei com outras...
Do lado daí, de onde vocês me estão a ler, já senti o apoio, a solidariedade e a confiança que me demonstraram, mas também já senti a indiferença, a mentira e a quebra de confiança por mim depositada em alguém...
Já tive encantos e desencantos...
Já fui agradavel, mas também desagradavelmente, surpreendida...
Já tive momentos de alegria, mas também momentos de tristeza... nestes pus em causa a continuidade do blogue.

Balanço de um ano a blogar?!...
Ao fim de 365 dias, 344 post's, 8327 comentários, só pode ser uma coisa... POSITIVO!

E para (quase) terminar, respondo aqui a um desafio que me foi feito recentemente por alguém.
Houve um céptico que só acreditava que eu me chamava Maria Pronúncia se lhe mostrasse o BI, eu prometi que um destes dias faria isso. Como sou mocinha que cumpre as promessas que faz, aqui fica ele:





A todos os que por aqui passaram, aos que continuam a passar, aos que me leiem e especialmente aos que me comentam, mais uma vez o meu... MUITO OBRIGADA!

Sem vocês este blogue já não existiria... Bem hajam!


(A Ouvir - Pink Floyd - Us And Them)

E depois da Maitê...

20 de Outubro de 2009

... temos o Saramago!

A polémica está instalada e algo me diz que vão correr rios de tinta causados pelo pedido do eurodeputado social democrata, Mário David.
No seu blogue o político pediu a Saramago que renuncie à nacionalidade portuguesa...

Uma coisa é certa, Saramago é um mestre... na arte de vender livros.
Lança umas afirmações altamente polémicas, insulta quem quer e muito bem lhe apetece, na altura em que tem mais um livro a chegar aos escaparates, os média dão a notícia, a controvérsia instala-se, uns compram porque gostam e a maioria compra devido à confusão instalada. Entretanto, Saramago... vende que nem ginjas!

Na minha opinião o escritor está, mais uma vez a ter EXACTAMENTE o que quer... publicidade grátis!
E, enquanto até eu o publicito, de certeza que ele, comprovando a previsibilidade portuguesa, deve estar a... rir-se com muita vontade!

Eu também estaria!... 

Mare Nostrum...

19 de Outubro de 2009

... ou dos outros?!

Foi a pergunta a que tentei responder depois de ler a notícia no Público de que a frota pesqueira nacional reduziu-se 20% na última década.

Quem tem a maior Zona Económica Exclusiva da Europa não deveria ter também uma frota pesqueira a condizer?! Seria lógico, não?!...
Pois! Parece que não.

Fiz contas de somar... estavam erradas.
Experimentei as de multiplicar... sem resultado.
Tentei as de dividir... tendiam para zero.
Só me restaram as de subtrair, ou melhor, as de... sumir, que parece que é isso que está a acontecer à nossa frota pesqueira.
As de sumir conduziram a um resultado aceitável e lógico, como convém nestas coisas da matemática.
Afinal, parece que a nossa frota pesqueira nem é uma coisa grande e nem é uma grande coisa!

Não é uma coisa grande, porque em quantidade de barcos contados é apenas a quarta da Europa, sendo o primeiro lugar ocupado pela Grécia (não sei porquê, mas isto faz-me lembrar outros campeonatos).
Não é uma grande coisa, porque se contarmos a arqueação (aprendi hoje esta palavra e tinha que a usar) bruta, que é o que mede a capacidade de carga da frota, a portuguesa é apenas metade da média europeia (mais uma vez, lá estamos nós abaixo da média... já é uma questão de hábito).
Nós temos barcos, os outros têm... navios.

Com tanto mar a ser desperdiçado, eu proponho que coloquemos um anúncio num dos jornais da UE a dizer algo do género:

"Trespassa-se grande superfície de mar, por motivo de nítida incapacidade da gerência"...


Este blogue engana tão bem...

18 de Outubro de 2009

... que há quem o ache "Perfeitinho"! Pff!

Mais uma vez a Anne do Essence of Self, resolveu presentiar este blogue com um prémio.
Ela é mesmo uma boa alma!
É a única explicação que encontro para considerar aqui o estaminé como um "Blogue Perfeitinho". Logo este blogue que até está carregadinho de defeitos... mas ele tem a quem sair! À bloguer, pois está claro! A quem mais haveria de ser?!
E, para aqueles que ainda não estão convencidos, só tem que acabar de ler o post... que vão mudar de opinião num instantinho!

Prémio que é prémio, tem regras, e este não é a excepção à dita.
1- Publicar o prémio - Está feito. Esta coisa de passar a imagem para aqui dá uma trabalheira... como eu admiro os bloguers que fazem post's carregadinhos de imagens!
2- Dizer e linkar quem o ofereceu - Está feito e logo no princípio, que eu cá posso ter defeitos, mas não sou mal agradecida!
3- Passar o prémio a 5 blogues perfeitinhos.  Desta vez vou cumprir esta regra... e vocês conhecem blogues mais perfeitinhos que os da mobília cá de casa?! Bem me parecia... o prémio vai para os meus estimados, queridos, fantásticos, lindos, fabulosos e PERFEITINHOS móveis (com tanto adjectivo, espero ter crédito em comentários da mobília para os próximos anos).

E agora a parte mais difícil... responder a umas perguntinhas!
Se são mesmo meus amigos, por favor não continuem a leitura, para não ficarem com má imagem aqui da Maria Pronúncia (é desta que nunca mais recebo nenhum prémio... nem visitas... nem comentários):
Mania - tenho algumas, mas uma das mais acentuadas é a mania de contar coisas. Degraus, passos, e pasme-se, até sou capaz de dar por mim a contar... riscos descontínuos do eixo de uma via! (esta não era para contar, mas pronto...)
Pecado Capital - o devorar chocolate preto é pecado?!! A sério?!! Ai!... se é, então sou uma pecadora condenada ao fogo eterno dos infernos!
Melhor Cheiro do Mundo - terra molhada, depois de uma chuvada forte, num dia quente de Verão... inconfundível e inebriante!
Se o dinheiro não fosse problema - mudava de profissão... viajante vitalícia!
História de Infância - Dia do nascimento do meu irmão. Eu ainda uma catraia de 3 anitos.
Finalmente vou ver a criança, praticamente acabadinha de nascer e que está nuazinha em pelo... Reparo que ele é diferente de mim (pudera... era menino e eu menina).
Choro compulsivo porque acho que a criaturinha não escapa e vai morrer.
O meu pai tenta acalmar-me e pergunta-me porque é que digo isso, e eu respondo... tem uma tripa pendurada, ele vai morrer!
Pois, foi a primeira vez que vi um exemplar do sexo masculino nu... e ninguém nasce ensinado, não é?!
Habilidade como dona de casa - cozinhar... desde que não sejam sobremesas, senão aí está o caldo entornado!
O que não gosto de fazer em casa - passar a ferro... tarefa simplesmente odiosa!
Frase preferida - faz aos outros o que gostas que te façam a ti...
Passeio para o corpo - umas caminhadas entre tons de verde, castanho e azul, onde se ouve o barulho da brisa nas folhas, o canto dos pássaros e o borbulhar de um ribeiro...
Passeio para alma - à beira mar, num dia de Inverno frio, mas com sol e a praia deserta...
O que me irrita - a intriga mentirosa...
Frases ou palavras que uso muito -  esta gente não é normal, pois não?!!
Palavrão mais usado - merda.
Vou aos arames quando - tentam fazer de mim parva... e eu a ver!
Talento oculto - desenhos abstractos que vou fazendo sem pensar enquanto faço outras coisas... quase toda a gente gosta deles, menos eu! Mas, tenho para mim que o significado dessa mania não deve ser nada abonatório sobre a minha pessoa...
Não importa que seja moda, eu nunca usaria - aquelas calças horrorosas em que o rabo vem da cintura até aos joelhos e parece que quem as usa anda de fraldas ou então fez algo que não devia nas calças... pois isso! deve ser por isso que quando me aproximo de alguém com uma coisa dessas já vou mentalmente preparada para um mau cheiro que afinal não se verifica (para sorte minha... que tenho reacções estranhas a determinados odores)!!
Queria ter nascido a saber - voar!

Pensar...

17 de Outubro de 2009

... é uma arte!

E como qualquer arte tem de ser desenvolvida, experimentada, aplicada, até ter um resultado final... a obra.
Até a obra de arte estar concluída é preciso percorrer um caminho.
É um caminho difícil, árduo e cheio de obstáculos. Muitas vezes é preciso voltar atrás porque chegamos a um beco sem saída, é preciso deitar fora os muitos esboços e começar de novo.
É um processo, lento, árduo e em que a paciência e a persistência são actores principais.
É por isso que pensar, como qualquer arte, não é para todos... é apenas para alguns!

Pensar todos pensamos. É como pintar um quadro de algo que existe e está lá, só precisamos de o ver como um todo.
Pintar todos podemos pintar.
É preciso é combinar a tela com os pincéis e as cores. E para isso há técnicas que se aprendem, que se desenvolvem e se aperfeiçoam.
É preciso sair do conforto interior do quadrado onde vivemos para o podermos pintar e ao mundo que o rodeia e influencia.

Podemos pintar desde o gatafunho monocromático feito ao acaso num qualquer papel em branco e dizer que representa algo, até ao quadro pintado a óleo numa tela imaculada, em que vimos o conjunto e o retratamos ou concebemos uma ideia que queremos transmitir para o papel. Olhamos à nossa volta, experimentamos técnicas, cores e pincéis até chegarmos a uma combinação capaz de fazer sentido e transmitir uma realidade existente, ou até um sentimento... nem que seja repulsa.

Há aqueles para quem a tela é apenas uma tela, cada pincel apenas um pincel e cada cor apenas uma cor. Não sabem que é possível misturá-los, nem experimentá-los e muito menos dar-lhes outra forma.
Vivem num quadrado e não sabem. Não lhe distinguem as formas, nem as cores. São cegos. Não pintam.
São os ignorantes.

Há também os que sabem que podem misturar tudo o que tem ao seu alcance, mas limitam-se a uns gatafunhos na tela.
Vivem no conforto interior de um quadrado, não sabem que há um lado exterior, que há mais formas e muitas mais cores para além das que conseguem ver. Gostam de viver assim e pintam apenas o que os olhos alcançam. Desenham directamente na tela, sem esboço e apenas com as cores primárias. Não sabem que se misturarem o amarelo com o azul terão o verde.
Não usam nem desenvolvem nenhuma técnica. Limitam-se a misturar ao acaso o material que tem disponível. Pintam por instinto.
São os conformados e resignados.

Temos ainda os que têm a ambição de serem artistas e é essa a imagem que têm de si próprios e tentam mostrar aos outros.
Vivem num quadrado, mas sabem que há um mundo lá fora pelo qual anseiam, mas tem medo de sair.
Sabem que podem misturar vários materiais, sabem que há técnicas para isso, mas são impacientes.
Mal começam a desenhar querem de imediato ver o quadro acabado e admirado pelos outros. São impacientes e pouco persistentes. Aldrabam técnicas, saltam etapas.
Pintam o mundo não como ele é mas como eles pensam que é, ou como alguém lhes disse que era.
Fazem imitações que tentam vender como originais.
Conseguem enganar poucos durante muito tempo e apenas os ignorantes, os resignados ou os que tem a mesma condição que eles. Mas esquecem que apenas enganam muitos durante pouco tempo.
São os imitadores.

E há aqueles que ambicionam à verdadeira obra de arte.
Vivem num quadrado, mas sabem que este não é apenas o interior, é também o exterior e o que o rodeia. Concebem uma ideia e olham para os materiais que tem à sua disposição e acreditam que é possível juntá-los, moldá-los e combiná-los de tal forma que o resultado final seja em muito parecido com aquilo que conceberam.
Sabem ainda que para a pintura ser credível precisam ver o quadrado no seu todo, é preciso sair dele, afastar-se o suficiente. Só assim conseguem ter uma visão global.
Aventuram-se e abandonam o interior. Quando encontram a distância de onde podem abarcar o conjunto que querem retratar vão juntando os materiais, utilizando e desenvolvendo as técnicas que lhes permitem chegar a uma combinação que faça sentido e que representa muito mais do que apenas a tela, os pincéis e as cores. Não desistem, são persistentes, mas sabem que no final conseguem fazer o quadro e que este será o retrato mais aproximado de uma realidade ou sentimento.
São os inconformados, aqueles para quem a vida não se resume ao conforto do quadrado onde vivem.

São estes que os imitadores querem e pensam ser.
São estes a quem os imitadores receiam.
São estes que os imitadores apenas conseguem enganar durante pouco tempo

São estes os que realmente pensam...